O corpo é cabeça e coração
Quando queremos, cuidamos
E, cada qual, com o que lhe cabe
Consegue criar consciência
E coerentemente
Cuidadosamente
É que cadencia a carência
E corrói a crueldade
Corta cordas, correntes
E quase corriqueiramente
Caquético, mas confiante
Consegue conter o calor
Quando, quente, na queda
Se quebra o quebranto
Seu Karma se acalma, se cala
E se queimam em carnaval
As cobiças, as queixas, a cruz
Cabendo àquele coitado
A casa, a cor na aquarela
De quem conseguiu
Conquistar o céu como um arcanjo
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
As canções que vô(cê) cantou pra mim
Grande cantor, que a todos encantava
Foste o "número um" dentre os grandes, pra mim
"Aula de matemática", teu cantar de forma enfática
Esclarecia equações nas canções que cantavas sem fim
Fosse chamando a "Marina" ou na "casinha pequenina"
Quando disse-me assim:
- "Nunca, nem que o mundo caia sobre mim"
Haverá de acabar a alegria que sinto com a poesia
Ainda que às vezes profana, nua
Num "sábado em Copacabana" ou noutras noites, pra semana
Em que me perco num "chão de estrelas"
O qual beijaria pra tê-las, notas mais claras
À luz da Lua que me segue, ainda que insana
Tal qual "a Deusa da minha rua"
Caminhemos, eu e minha "rosa", a música
"Estátua majestosa, óh alma perenal"
Numa "manhã de carnaval", de forma bela e dadivosa
"Dos almas e nel mundo a cantar"
Tenho certeza de que com ela estará
Assim como hás de voltar
Vá vasculhar nosso céu
Que eu sigo envolto em teu véu
Que almeja música e harmonia, encontros e emoções
Através das quais irei te encontrar
Seja num "fim de semana em Paquetá"
Ou em qualquer tarde fria
Em que a luz da cantada poesia
Junte as "palmas febris dos nossos corações"
Foste o "número um" dentre os grandes, pra mim
"Aula de matemática", teu cantar de forma enfática
Esclarecia equações nas canções que cantavas sem fim
Fosse chamando a "Marina" ou na "casinha pequenina"
Quando disse-me assim:
- "Nunca, nem que o mundo caia sobre mim"
Haverá de acabar a alegria que sinto com a poesia
Ainda que às vezes profana, nua
Num "sábado em Copacabana" ou noutras noites, pra semana
Em que me perco num "chão de estrelas"
O qual beijaria pra tê-las, notas mais claras
À luz da Lua que me segue, ainda que insana
Tal qual "a Deusa da minha rua"
Caminhemos, eu e minha "rosa", a música
"Estátua majestosa, óh alma perenal"
Numa "manhã de carnaval", de forma bela e dadivosa
"Dos almas e nel mundo a cantar"
Tenho certeza de que com ela estará
Assim como hás de voltar
Vá vasculhar nosso céu
Que eu sigo envolto em teu véu
Que almeja música e harmonia, encontros e emoções
Através das quais irei te encontrar
Seja num "fim de semana em Paquetá"
Ou em qualquer tarde fria
Em que a luz da cantada poesia
Junte as "palmas febris dos nossos corações"
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Tempos difíceis
Hoje escrevo, por uma certa vergonha de ser brasileiro, uma receita pra lidar com esse sentimento. Tendo uma boa porção de revolta pelo massacre de Pinheirinhos, duas colheres de rancor ainda do episódio passado na USP, uma pitada de insatisfação com as nossas mídias e tristeza com a inércia e imobilidade social à gosto, embebendo tudo com muita esperança e resistência, talvez ainda se chegue a desfrutar de um Brasil melhor!
São tempos difíceis, os recentes
Que pedem luta e protesto
Pra que a nação possa, num gesto
Mostrar que tem tudo nas mãos
Vamos ensaiar um manifesto
E, nos fazendo mais presentes
Enfrentar chuvas e enchentes
Além da desocupação
Seja no sentido desumano
Em que um massacre abre o ano
Ou na desocupada ação
De tomar essa decisão
Que faz do povo quase nada
Tal como fizeram sem decência
Tomando à força a residência
Do taxista ou ambulante
Também fizeram o estudante
Perder a sua liberdade
Liberdade essa que tardia
Pois ainda que digam que não
Vivemos uma repressão
Escusa, que usa maquiagem
Retocada, sempre, dia a dia
Sê pela mídia, hoje vazia
Senão pelas notícias pagas
Que, cada vez mais, surpreendem
Não por conteúdo e sim pobreza
Pois no país da Globeleza
Já não se vê tão belos sambas
Pois em sua vez, o morro xinga
Ao invés de usar sua ginga
Para driblar os contratempos
Que podem ceder à poesia
E à força do povo que um dia
Já foi bem mais inteligente
Tem que se olhar bem mais pro lado
Tratar de ser mais preparado
Pra construir a nova gente
Que ao se munir de esperança
Vai promover grande mudança
E pôr nosso Brasil pra frente!
São tempos difíceis, os recentes
Que pedem luta e protesto
Pra que a nação possa, num gesto
Mostrar que tem tudo nas mãos
Vamos ensaiar um manifesto
E, nos fazendo mais presentes
Enfrentar chuvas e enchentes
Além da desocupação
Seja no sentido desumano
Em que um massacre abre o ano
Ou na desocupada ação
De tomar essa decisão
Que faz do povo quase nada
Tal como fizeram sem decência
Tomando à força a residência
Do taxista ou ambulante
Também fizeram o estudante
Perder a sua liberdade
Liberdade essa que tardia
Pois ainda que digam que não
Vivemos uma repressão
Escusa, que usa maquiagem
Retocada, sempre, dia a dia
Sê pela mídia, hoje vazia
Senão pelas notícias pagas
Que, cada vez mais, surpreendem
Não por conteúdo e sim pobreza
Pois no país da Globeleza
Já não se vê tão belos sambas
Pois em sua vez, o morro xinga
Ao invés de usar sua ginga
Para driblar os contratempos
Que podem ceder à poesia
E à força do povo que um dia
Já foi bem mais inteligente
Tem que se olhar bem mais pro lado
Tratar de ser mais preparado
Pra construir a nova gente
Que ao se munir de esperança
Vai promover grande mudança
E pôr nosso Brasil pra frente!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Todo santo dia
Todo santo dia, desde 20 de setembro, quando escrevi este poema, me esqueço de publicá-lo. Lá vai!
Todo santo dia
Balde e água fria
Sonhos de Maria
Que vão pelo ralo
Sem ter muita escolha
Ela varre as "folha"
Menina zarolha
Tal qual Frida Calo
Moça magricela
Mas concentra nela
Com uma piscadela
A atenção do falo
Qualquer um dos "homi"
A ela consome
Cedo, já com fome
Ao cantar do galo
Fome de Maria
Que joga água fria
E a tara que ardia
Vai-se pelo ralo
Todo santo dia
Balde e água fria
Sonhos de Maria
Que vão pelo ralo
Sem ter muita escolha
Ela varre as "folha"
Menina zarolha
Tal qual Frida Calo
Moça magricela
Mas concentra nela
Com uma piscadela
A atenção do falo
Qualquer um dos "homi"
A ela consome
Cedo, já com fome
Ao cantar do galo
Fome de Maria
Que joga água fria
E a tara que ardia
Vai-se pelo ralo
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Deu "Samba no breu"!
Posto hoje, um pouco atrasado, os versos que se impuseram a partir de estímulos naturais como um temporal, um apagão e uma referência a outro nobre samba.
Eis que numa segunda-feira (data, no mínimo, incomum pra sambar) lá estávamos nós (eu e meus parceiros de roda) levantando a bandeira do samba e, de repente, um temporal que já vinha se anunciando desde cedo, terminou em apagão. Terminou o temporal, acabou a energia de todo o bairro, mas, nem de longe, acabava aquela celebração que teve, então, seu ponto máximo. Eu, mais que no espírito do samba, me levantei com o pandeiro e, acompanhado por meus parceiros, especialmente o PH, fui pro meio da galera e propus que a roda continuasse daquele jeito mesmo. E assim foi! A galera se pôs a cantar em coro, ajudando com as palmas e uma energia incomum.
Chegando em casa, a primeira coisa que leio é uma postagem no Facebook da também frequentadora daquela roda aos sábados, Carolina, citando um trecho de um belo samba do grupo Casuarina que aborda um temporal e afins. Assim, me arrebata a inspiração e escrevo o "Samba no breu".
Em virtude das palavras
Ditas por nobres sambistas
E também por conta de
Algo que aqui se sucedeu
Faço um samba, de repente
Embasado por tal gente
Que, sem nada ter em vista
Ainda assim me socorreu
Digo "Até segunda-feira"
Caro Chico, aqui tem samba
Mas nessa festa de bamba
Um triste fato aconteceu
Veio a chuva e a ventania
Fazendo muito barulho
Abafou a costumeira
Alegria da galera
Que me enche de orgulho
Na energia se supera
Bate palma, canta, dança
E faz o samba no breu
Temporal baixou
A cidade se alagou
Bairro logo escureceu
O cantor se desdobrou
Todo mundo compreendeu
O que ele insinuou
A galera ajudou
E o samba prevaleceu
Quem quiser ver um registro do ocorrido, pode conferir clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=Dy_IKrLFi7Q
Eis que numa segunda-feira (data, no mínimo, incomum pra sambar) lá estávamos nós (eu e meus parceiros de roda) levantando a bandeira do samba e, de repente, um temporal que já vinha se anunciando desde cedo, terminou em apagão. Terminou o temporal, acabou a energia de todo o bairro, mas, nem de longe, acabava aquela celebração que teve, então, seu ponto máximo. Eu, mais que no espírito do samba, me levantei com o pandeiro e, acompanhado por meus parceiros, especialmente o PH, fui pro meio da galera e propus que a roda continuasse daquele jeito mesmo. E assim foi! A galera se pôs a cantar em coro, ajudando com as palmas e uma energia incomum.
Chegando em casa, a primeira coisa que leio é uma postagem no Facebook da também frequentadora daquela roda aos sábados, Carolina, citando um trecho de um belo samba do grupo Casuarina que aborda um temporal e afins. Assim, me arrebata a inspiração e escrevo o "Samba no breu".
Em virtude das palavras
Ditas por nobres sambistas
E também por conta de
Algo que aqui se sucedeu
Faço um samba, de repente
Embasado por tal gente
Que, sem nada ter em vista
Ainda assim me socorreu
Digo "Até segunda-feira"
Caro Chico, aqui tem samba
Mas nessa festa de bamba
Um triste fato aconteceu
Veio a chuva e a ventania
Fazendo muito barulho
Abafou a costumeira
Alegria da galera
Que me enche de orgulho
Na energia se supera
Bate palma, canta, dança
E faz o samba no breu
Temporal baixou
A cidade se alagou
Bairro logo escureceu
O cantor se desdobrou
Todo mundo compreendeu
O que ele insinuou
A galera ajudou
E o samba prevaleceu
Quem quiser ver um registro do ocorrido, pode conferir clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=Dy_IKrLFi7Q
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Lá pr'além do fim do mundo
Vivo por lá
Lá pr'além do fim do mundo
Na caatinga, no depois
Onde nem se atrevem os bois
Que, se chegam, nunca voltam
A mim hão de sustentar
Terra infértil
Nada vinga, nada cresce
Nem com fé da mais devota
Onde nem sequer Deus volta
Pra saber se deu em algo
Tanto barro que deixou
Do barro fez
Mas aqui jogou o resto
Junto com moldes de homem
Que aqui só passam fome
E se misturam com a terra
Por miséria, inanição
Terra sem fonte
Mas de onde enxergo foz
Bem pr'além do objetivo
Lento, porém assertivo
Que me levará pra longe
Leve o tempo que levar
Que este ultrapasse
Todas as frias espreitas
As barreiras, profecias
Que sempre mais que tardias
Nunca findam com essa Terra
Que eu desbravarei, então
Sê quando for
Seria maravilhoso
Queria que possível fosse
Pra lá de dois mil e doze
Eu espero confiante
Que um dia ainda me vou
Quando rolar
Lá pr'além do fim do mundo
Segundo disseram astecas
Ainda mato o que me seca
Essa sêca de fugir
Daqui pr'aqui não findar
Lá pr'além do fim do mundo
Na caatinga, no depois
Onde nem se atrevem os bois
Que, se chegam, nunca voltam
A mim hão de sustentar
Terra infértil
Nada vinga, nada cresce
Nem com fé da mais devota
Onde nem sequer Deus volta
Pra saber se deu em algo
Tanto barro que deixou
Do barro fez
Mas aqui jogou o resto
Junto com moldes de homem
Que aqui só passam fome
E se misturam com a terra
Por miséria, inanição
Terra sem fonte
Mas de onde enxergo foz
Bem pr'além do objetivo
Lento, porém assertivo
Que me levará pra longe
Leve o tempo que levar
Que este ultrapasse
Todas as frias espreitas
As barreiras, profecias
Que sempre mais que tardias
Nunca findam com essa Terra
Que eu desbravarei, então
Sê quando for
Seria maravilhoso
Queria que possível fosse
Pra lá de dois mil e doze
Eu espero confiante
Que um dia ainda me vou
Quando rolar
Lá pr'além do fim do mundo
Segundo disseram astecas
Ainda mato o que me seca
Essa sêca de fugir
Daqui pr'aqui não findar
sábado, 20 de agosto de 2011
Somos quem podemos ser
Pessoal!
Lá se foi o carnaval! De lá pra cá, escrevi coisas que poderia ter postado mas não tive tempo por se tratar de um ano agitado.
Acabo de "desabafar" e posto contrariando minha vontade de postergar e priorizar a cronologia, subjugando a poesia.
Não! Posto o que acabei de escrever e, posteriormente, dou pistas do resto. ;)
Hoje:
Somos quem podemos ser
Ser o que queremos ser é difícil
Ter o que se quer também pode ser
Ter, até nos satisfaz, mas em termos
Termos não nos dá o direito de ser
Só seremos seres menos enfermos
Se buscarmos, dia a dia, o saber
Só atingiremos esse se lermos
E escutarmos ao invés de dizer
Só falando, nos tornamos soberbos
Num vazio infinito do ser
Somos mas somente nos nossos termos
Termos tão difíceis de se entender
Que não adianta ter para sermos
Sermos quem um dia quisemos ser
Lá se foi o carnaval! De lá pra cá, escrevi coisas que poderia ter postado mas não tive tempo por se tratar de um ano agitado.
Acabo de "desabafar" e posto contrariando minha vontade de postergar e priorizar a cronologia, subjugando a poesia.
Não! Posto o que acabei de escrever e, posteriormente, dou pistas do resto. ;)
Hoje:
Somos quem podemos ser
Ser o que queremos ser é difícil
Ter o que se quer também pode ser
Ter, até nos satisfaz, mas em termos
Termos não nos dá o direito de ser
Só seremos seres menos enfermos
Se buscarmos, dia a dia, o saber
Só atingiremos esse se lermos
E escutarmos ao invés de dizer
Só falando, nos tornamos soberbos
Num vazio infinito do ser
Somos mas somente nos nossos termos
Termos tão difíceis de se entender
Que não adianta ter para sermos
Sermos quem um dia quisemos ser
Assinar:
Postagens (Atom)